Desgaste de pneu é maior em carros elétricos e híbridos?
Com o iminente crescimento das vendas de carros elétricos no Brasil, dúvidas e comparações com os veículos movidos a combustão estão sempre presentes nos noticiários e no dia a dia dos consumidores. Questionamentos sobre diferenças no seguro, insegurança quanto à disponibilidade de postos de recarga e a falta de conhecimento acerca das diferenças entre a manutenção desses veículos e dos automóveis a combustão são mais do que comuns.
Segundo a Associação Brasileira de Veículo Elétrico (ABVE), cerca de 224 mil carros elétricos foram vendidos em 2025 no Brasil. O crescente desempenho do ano anterior permanece em 2026. Em janeiro, 15% de todos os veículos vendidos no Brasil eram eletrificados, representando um crescimento de 88% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Números como estes trazem consigo cada vez mais questionamentos sobre o que é verdade sobre a manutenção dos veículos elétricos e híbridos. Por isso, o programa CBN Autoesporte trouxe para a pauta o tema "mitos e verdades na manutenção de veículos híbridos e elétricos".
Apesar de representar uma economia com abastecimento e processos de manutenções periódicas mais simples e baratos, como na troca de óleo, o carro elétrico exige mais esforço de seus pneus: “O desgaste que observamos é causado pela frenagem regenerativa, que sobrecarrega o eixo de tração. A utilização da frenagem elétrica no lugar da hidráulica, em uma estrutura 4x2, causa uma sobrecarga nos pneus dianteiros e um maior desgaste.” afirma o CEO da Neo Automotive.
Mesmo com esta sobrecarga, Nelson Fernando destaca que há maneiras de reduzir os impactos do maior desgaste: “Apesar de o [maior] consumo de pneu existir, com a calibragem, o rodízio [dos pneus], a observação e a manutenção correta, os danos são minimizados”, tranquiliza.
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